Sobre viajantes daqui e de lá

O colóquio —coordenado por Feliciano Novoa Portela e Isabel Cristina Fernandes— enquadra-se num âmbito literário e histórico em torno doViajantes entre Portugal e Espanha, e trata de alguns autores portugueses que descreveram viagens a Espanha e vice-versa: 3 autores espanhóis falam dos textos de escritores-viajantes portugueses e 3 autores portugueses falam de obras de autores-viajantes espanhóis.

 

Programa:

09h00-09h30 – Receção

09h30-09h45 – Abertura

09h45-10h00 – Intervenção inaugural: Sobre viagens por Espanha e Portugal. Pilar del Río

10h00-10h45 – Conferência e debate: Viaje a Portugal, de José Saramago. Gonçalo M. Tavares

10h45-11h15 – Pausa

11h15-12h00 – Conferência e debate: Los Agustinos. Viajes con Bessa-Luis. Ramón Reboiras

12h00-12h45 – Conferência e debate: Por tierras de Portugal y España, de Miguel de Unamuno. Patrícia Portela

13h00-15h00 – Pausa

15h00-15h45 – Conferência e debate: Cadernos de viagem, de Fialho de Almeida. Alfonso Armada

 15h45-16h30 – Conferência e debate: TrásosMontes: un viaje portugués, de Julio Llamazares. Bruno Vieira Amaral

16h30-17h15 – Conferência e debate: Los viajes a España, de Miguel Torga. Nuria Barrios

 

Bio

Pilar del Río é jornalista e tradutora. Casou, em 1988, com José Saramago, com quem viveu em Lisboa e depois em Lanzarote (Canárias). Traduziu para espanhol grande parte da obra de Saramago e permaneceu ao lado do escritor até a sua morte, em 2010. Logo após requereu e obteve a nacionalidade portuguesa. Foi fundadora e é presidente da Fundação José Saramago, que se dedica à defesa dos direitos humanos. Em 2017 recebeu o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, atribuído pelos governos de Portugal e Espanha.

 

Gonçalo M. Tavares, poeta e romancista, é autor de uma vasta obra que está a ser traduzida em mais de sessenta países. A sua linguagem em rutura com as tradições líricas portuguesas e a subversão dos géneros literários fazem dele um dos mais inovadores escritores europeus da atualidade. Recentemente, Le Quartier (O Bairro), recebeu o prestigioso Prix Laure-Bataillon 2021, atribuído ao melhor livro traduzido em França. Ainda em 2021, O Osso do Meio foi também distinguido no Oceanos, um dos mais relevantes prémios de língua portuguesa. De entre a sua vasta bibliografia, vinte e duas das suas obras já foram distinguidas, em diversos países. Foi seis vezes finalista do prémio Oceanos, tendo sido premiado três vezes. Foi ainda duas vezes finalista do Prix Médicis e duas vezes finalista do Prix Femina, entre outras distinções de relevo, como o Prix du Meilleur Livre Étranger em 2010. O romance Jerusalém foi incluído na edição europeia de 1001 livros para ler antes de morrer – um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos.

 

Ramón Reboiras é escritor e jornalista. Licenciado em Ciências da Informação pela Universidade Complutense de Madrid, foi chefe de secção de cultura do jornal El Independiente, chefe de redação das revistas Cinemanía e Rolling Stone, subdiretor da Esquire e da Harper’s Bazaar e diretor cultural da FNAC Espanha. Desde 2017 dirige a publicação mensal Tinta Libre, editada em conjunto com o jornal El País. Publicou romances como El día de los enamorados e Hazlo por mí (Alianza Editorial), Visita a un extraño (Periférica), e poemários como El resto del mundo (Lumen), Providencia de apremio (Premio Ciudad de Irún 2017), e, em galego, Shakespeare mata o porco cunha rosa (Espiral Maior). A sua última obra é El Chevrolet de Pessoa (La Umbría y la Solana). Nas palavras de Ana María Moix, “cada livro publicado por Ramón Reboiras constitui uma aposta literária de independência feroz relativa às imposições do mercado”.

Patrícia Portela Dedica-se a performances e obras literárias, vive entre Portugal e a Bélgica. Estudou cenografia, dramaturgia, filosofia, dança e cinema, em Lisboa, Utrecht, Antuérpia, Londres, Helsínquia, Ebeltoft e Leuven. Habitou brevemente Macau, Paris e Poznan. Itinera com regularidade pela Europa e pelo mundo e é reconhecida nacional e internacionalmente «pela peculiaridade da sua obra», com a qual recebeu vários prémios. É autora de romances e novelas como Banquete (2012, finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE) ou Hífen (finalista do Prémio Correntes d’Escritas em 2022 e escrito com uma bolsa DGLAB). É cronista regular do Jornal de Letras, Artes e Ideias desde 2017, foi cronista na rádio Antena 1 no Fio da Meada às terças-feiras por 6 meses em 2020 e passou a pandemia à frente de um teatro de porta aberta em Viseu.

 

Alfonso Armada é jornalista e diretor da revista digital fronterad. Trabalhou nos jornais El País, para o qual cobriu a guerra na Bósnia e o genocídio de Ruanda e foi correspondente em África – ABC – jornal em que foi correspondente em Nova Iorque e dirigiu o seu suplemento cultural e o seu Mestrado em Jornalismo. Para além disso, foi presidente da secção espanhola dos Repórteres sem Fronteiras. Autor, entre outros, dos livros Cuadernos africanos; El rumor de la frontera. Viaje por el borde entre Estados Unidos y México; Nueva York, el deseo y la quimera; El sueño americano. Cuaderno de viaje a la elección de Obama; Sarajevo. Diarios de la guerra de Bosnia; El arte de la entrevista. De David Bowie a Adam Zagajewski; e Cuaderno de viaje al país natal. Galicia, la Vía Láctea de la saudade. Publicou também poemários como TSC. Diario da noite; Cuaderno ruso; Fracaso de Tánger; Cuaderno de Hollywood; Cuánto pesa una cabeza humana. Diario de un virus coronado por el miedo; e La vida es una carretera secundaria.

 

Bruno Vieira Amaral, além de romancista e crítico, colabora na revista Ler, no Expresso e na Rádio Observador. O seu primeiro romance, As Primeiras Coisas, foi distinguido com os prémios PEN, Fernando Namora, Time Out e José Saramago. Em 2016, foi nomeado uma das Dez Novas Vozes da Europa (Ten New Voices from Europe). O seu segundo romance, Hoje Estarás Comigo no Paraíso (2017), recebeu o prémio Tabula Rasa e o segundo lugar do Prémio Oceanos. Em 2018, foram reunidos os seus melhores textos dispersos no volume Manobras de Guerrilha e, em 2020, os contos de Uma Ida ao Motel receberam o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

 

Nuria Barrios é romancista, poeta, tradutora e crítica literária. Doutorada em Filosofia pela Universidade Complutense de Madrid e com Mestrado em Jornalismo pela UAM, trabalhou durante muitos anos no mundo editorial e, em 1997, deu-se a conhecer como escritora com uma antologia de contos. É autora do ensaio La impostora, vencedor do Prémio Málaga de Ensayo; dos romances Todo arde e El alfabeto de los pájaros; dos livros de histórias Ocho centímetros, El zoo sentimental, Amores patológicos e Balearia; e dos livros de poemas La luz de la dinamo, vencedor do Prémio Ibero-americano de Poesía Hermanos Machado, Nostalgia de Odiseo e El hilo de agua, vencedor do Prémio Ateneo de Sevilla. Para além disso, Nuria Barrios é colaboradora regular de revistas e periódicos como o jornal diário El País, Letras Libres e Mercurio, tendo sido premiada como colunista pela Fundação Mastia.

A sua obra foi traduzida em numerosos idiomas, entre eles o neerlandês, o italiano e o português.

 

Imagem: Luis Laforga

11 de outubro de 2024 (09:00-17:15) | Cine-Teatro S. João, Palmela


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QUANDO
11/10/2024
09:00 – 17:15 hrs.

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