Saleta Rosón. A memória do deserto

“La memória do deserto”, de Saleta Rosón, leva-nos a duas cidades abandonadas: uma colonial com o nome de Kolmanskop, construída pelos alemães em 1908 no deserto do Namibe (Namíbia) para alojar os trabalhadores das minas de diamantes. A outra é Al Madam, uma cidade construída entre os anos 70 e 80 no interior do Emirado de Sharjah (Emirados Árabes Unidos), a apenas 60 km da cidade do Dubai. Estas duas cidades foram criadas pelo homem no deserto, ocupando a natureza, intervindo no seu ciclo de vida e alterando o destino das dunas, areias ou sedimentos que durante séculos sustentaram aquele ecossistema. Nas décadas seguintes, o homem tornou-se um invasor destes lugares desérticos e, quando já não precisava deles e os abandonou, a natureza começou a sua reconquista particular. O trabalho de Saleta documenta este processo de ocupação natural, captando a beleza e a melancolia destes lugares desérticos à medida que passam de cidades a ruínas silenciadas pelo tempo e pela areia. Através da sua lente, podemos ver como a natureza começa a restaurar o seu domínio, demonstrando a inevitabilidade da sua força e resiliência.
Exposição comissariada por Antonio Cervera no âmbito do Imago Lisboa Photo Festival 2024.
De 10 de outubro a 15 de janeiro | Instituto Cervantes Lisboa
ÁREA
EXPOSIÇÕES
QUANDO
10/10/2024-15/01/2025
ONDE
Instituto Cervantes de Lisboa
R. de Santa Marta 43F
LISBOA
BILHETE
Grátis


